Pré Escuta: Catacombe lançam o novo “Scintilla”

Na sequência da divulgação de projectos musicais diferenciados emergentes, desta vez partilhamos esta viagem por ambientes experimentais do chamado “Post Rock” da banda Catacombe, um quarteto com base no Porto, que dois anos após “Quidam” nos oferecem o album “Scintilla”, lançado em 7 de Junho 2019, que poderão ouvir aqui.

Video clip com o tema Carrossel de Catacombe

“Scintilla”

Antes de tudo. Antes dos computadores, dos smartphones, do wi-fi e das redes sociais. Antes dos satélites, dos aviões, dos carros. Antes da revolução industrial, da revolução agrícola. Antes ainda das primeiras sociedades. Viajemos atrás no tempo, antes de concebermos sequer a ideia de tempo, antes de conhecermos sol e lua, dia e noite. E antes do fogo. Que encontramos? A faísca. A centelha que os humanos utilizaram para dar corpo ao fogo. O primeiro flash, e por conseguinte a primeira inspiração.

De certa forma, “Scintilla” – o álbum – é o primeiro dos Catacombe. Som renovado – redefinindo o post-rock com harmonias profundas e ritmos hipnóticos e imprevisíveis – há aqui calorosos rasgos de luz a cortar as paredes massivas de som. Há ecos de melodias suspensas, lado a lado com paisagens em rápida evolução. Há luz e obscuridade, em larga ressonância, a convidar-nos à auto-redefinição.

 Gravado e produzido por Daniel Valente, nos estúdios Caos Armado e no CCMP, misturado por Falk Andreas no Blank Room Studio, Berlin, e masterizado por James Plotkin (Isis, O.L.D., Khanate), “Scintilla” transporta-nos até àquele momento primordial em que o homem descobre o fogo, para que milhões de anos mais tarde uma banda possa descobrir o rumo, ou a maturidade. A luz, ou o alvor. A estrela da manhã, a mesma que é dada aos que triunfam. E, escusado será dizê-lo, “Scintilla” – e os Catacombe – triunfaram.
Fiat lux.

Créditos:
Todas as músicas por Catacombe
Gravado e produzido por Daniel Valente no Caos Armado e no Centro Cultural Milheirós de Poiares
Misturado por Falk Andreas no Blank Room Audio, Berlin
Masterizado por James Plotkin
Voz e letra em “Alvor” por Melissa Veras
Artwork e layout por Pedro Sobast

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